Mostrando postagens com marcador Doações. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Doações. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Ex-morador de rua entrega 1,5 mil marmitas no RS



Em Porto Alegre (RS) um ex-morador de rua tem oferecido alimentos diariamente para pessoas que continuam morando nas ruas da cidade.
Eduardo Flores, 30 anos, foi morar nas ruas após se viciar no crack. O vício fez perder a família, sua mulher e uma filha que hoje tem 9 anos.
Há dois anos e nove meses, Eduardo aceitou o convite dos membros de uma igreja que entregava sopas na rua onde ele morava e decidiu mudar de vida.
Ele ficou nove meses dormindo no salão da igreja, período em que lutava para contra o vício das drogas. “A abstinência não era maior do que a alegria que eu estava de ter um teto para morar. Eu chorava de alegria ao tomar um café, ao comer um prato de comida”, contou ele para a RBS.
Depois ele conseguiu um quarto nos fundos de uma oficina e foi morar lá provisoriamente. Eduardo levou seu colchão, seu único pertence, para essa casa e aproveitou a oportunidade para recomeçar.
Doações de móveis e roupas fizeram a diferença na vida do jovem, que hoje paga aluguel neste quarto e é nesse mesmo local que ele formou uma família, casado com Natasha Maciel Flores, 24 anos, o casal espera uma menina que deve nascer em setembro.
Mudar de vida foi algo precioso na vida de Eduardo, mas ele faz questão de atender aos moradores de rua, oferecendo alimento e atenção.
O G1 o acompanhou em uma noite, entregando comida para moradores de rua. Um dos moradores que recebeu o alimento afirmou que vê em Eduardo uma esperança.
“A gente vê nele mais que um cara que traz a comida, a gente tem nele um amigo, a gente pode contar com ele”, disse Leandro Medeiros, que tem morado nas ruas da capital do Rio Grande do Sul.
Ao prestar esse trabalho, Eduardo passa sua experiência de vida e mostra uma saída para tantas pessoas. “A visão que eles têm é de alguém que se recuperou, e isso enche eles de esperança”, revela.
Para quem já comeu comida do lixo, hoje Eduardo coordena os trabalhos de distribuição de 1,5 mil marmitas por mês. Os alimentos são cozidos em uma cozinha industrial com macarrão, arroz e carne que chegam de doações.
Além do Centro de Porto Alegre, a distribuição de marmitas também acontece em comunidades como Beco X, Beco do Buda, Timbaúva e Otávio de Souza.
Fonte: G1/Gospelprime/Conselhofederaldepastor

segunda-feira, 27 de junho de 2016

TSE analisa se 'vaquinhas' na internet podem financiar campanhas eleitorais

Deputados questionam se doações podem ser feita por 'crowdfunding'.
Disputa deste ano será a 1ª sem doação de empresas e só de pessoas.



O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deverá se manifestar em breve sobre a possibilidade de candidatos captarem doações para suas campanhas eleitorais por meio do "crowdfunding", sistema de financiamento coletivo disponível na internet geralmente usado para bancar trabalhos artísticos, ações de voluntariado, pequenos negócios e reportagens jornalísticas.

Atualmente, vários sites e aplicativos no Brasil e no exterior oferecem a possibilidade de realizar as "vaquinhas" pela rede. A partir disso, os deputados Alessandro Molon (Rede-RJ) e Daniel Coêlho (PSDB-PE) apresentaram, na semana passada, uma consulta ao TSE questionando se e como a ferramenta pode ser usada para contribuições de pessoas físicas às campanhas.

A consulta leva em conta a proibição, determinada no ano passado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), de empresas doarem para candidatos e partidos. A eleição municipal deste ano, portanto, será a primeira em que somente pessoas físicas poderão transferir recursos para pagar as propagandas, eventos e deslocamentos dos candidatos.

A consulta considera ainda que, em eleições passadas, 80% do financiamento das campanhas vinha de empresas e por isso, "haverá necessidade de reposição parcial de recursos através da ampliação da participação de pessoas físicas". Também aponta para a capacidade das vaquinhas virtuais aproximarem pessoas físicas de causas políticas.

Pela legislação atual, pessoas físicas podem efetuar doações eleitorais somente para uma conta bancária específica do candidato ou partido aberta para registrar todo o movimento financeiro da campanha. A lei permite, inclusive, que a doação seja feita por meio de mecanismo no site do candidato com uso de cartão de crédito, desde que haja identificação do doador, emissão de recibo para cada doação realizada.

No sistema de crowdfunding, porém, contribuições, em geral, são feitas para uma conta do site que oferece o serviço e posteriormente transferidas ao beneficiário. A consulta de Molon e Coêlho questiona de esse repasse ser feito para as doações eleitorais, seguindo as mesmas exigências de identificação e emissão de recibo.

A consulta também pergunta se apoiadores individuais dos candidatos podem divulgar os sites que fazem a arrecadação para incentivar potenciais doadores, sem que a conduta seja enquadrada em propaganda eleitoral irregular. Outra dúvida é se a captação pode ser iniciada antes do período oficial de campanha, que começa no dia 16 de agosto.
Nesse caso, os deputados propõem que o dinheiro fique guardado e a transferência para o candidato seja feita somente após o início da campanha. Caso o partido não aprove a candidatura daquela pessoa, o dinheiro seria devolvido ao doador.
Mesmo em caso de candidaturas aprovadas, os deputados ainda questionam se um doador arrependido poderia pedir o dinheiro de volta até o final da campanha.

A consulta foi enviada por sorteio para a análise da ministra Maria Thereza de Assis Moura, atual corregedora da Justiça Eleitoral. Depois de analisar o pedido, deverá levar propor as respostas e soluções ao plenário do TSE, que aprovará ou não essa forma de realizar as doações. A decisão deve ficar para agosto, após o recesso do Judiciário, em julho.

Fonte: G1